sábado, 5 de novembro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
CONCEITO DE SIGNO NA SEMIÓTICA PEDIDO PELA PROª ANTONISE
UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS – DCHIII
JUAZEIRO/CASA NOVA
CURSO/SEMESTRE: LICENCIATURA EM LETRAS – 2011.3
DISCIPLINA: SEMIÓTICA
PROFESSORA: ANTONISE
ALUNAS: ANTONIA M. N. DOS SANTOS REIS
IVETE BRAGA FERREIRA
NADJA VALÉRIA DIAS DE SOUZA
CONCEITO DE SIGNOS
O signo é o resultado de um conjunto de relações mentais. São entidades em que sons ou seqüência de sons - ou as suas correspondências gráficas estão ligadas com significados ou conteúdos. Os signos são assim instrumentos de comunicação e representação, na medida em que, com eles, configuramos linguisticamente a realidade e distinguimos os objetos entre si. Há em cada signo uma ideia ou várias ideias, de acordo com o contexto, com a leitura ou com o leitor e seu estado emocional.
Signos são as próprias palavras, que, por meio da produção oral ou escrita, associamos com determinadas ideias. O signo linguístico é composto por dois elementos: o significante e o significado. O significado é o conceito que permite a formação da imagem na mente de um indivíduo quando ele entra em contato com o significante; portanto, uma parte material, concreta (o som ou as letras), que denominamos significante.
O signo linguístico une um conceito e uma imagem acústica, ou seja, a impressão psíquica do som da palavra. Podemos falar sem mover os lábios. O conceito corresponde ao significado, à imagem acústica ao significante. Segundo Saussure (2000), a imagem acústica subordina o ato articulatório, ou seja, não há nada que indique que deve haver uma relação entre elas.
Isso quer dizer que não há um laço natural entre o significante e o significado: a ideia da palavra papagaio, por exemplo. “O papagaio de Hagar é muito dócil." (ave de penas verdes que imita o ser humano) “Essa menina é um papagaio”. (menina tagarela) “Os meninos brincam a tarde toda empinando um papagaio”. (Brinquedo que consiste em uma armação de varetas de madeira leve, coberta de papel fino, e que, por meio de uma linha , se empina , mantendo-se no ar) Saussure (2000) associa o signo, pois, segundo ele, o símbolo teria uma relação com o objeto representado.
Naturalmente de uma língua para outra os significantes podem mudar. O que passa despercebida é que o conceito profundo de um termo também pode ser diferente em duas línguas que comparemos, muito embora se refiram ao mesmo ser na natureza. Isso acontece porque tudo na língua é representação, nada retém as coisas da natureza, tudo se realiza como cultura. Assim, quando falamos de uma vaca no Brasil pensamos logo em um mamífero, responsável por servir de alimento. O conceito será muito diferente do que se terá na Índia, pois a vaca é considerada um animal sagrado, responsável pela renovação e transformação. Isso é mais uma confirmação de que a língua é uma representação de mundo.
É possível dizer que qualquer objeto, som, palavra capaz de representar outra coisa constitui signo. Na vida moderna, todos nós dependemos do signo para vivermos e interagirmos com o meio no qual estamos inseridos. Para o homem comum, a noção de signo e suas relações não são importantes do ponto de vista teórico, mas o ser humano os entende de maneira prática e precisa. A utilidade do signo vai além do que imaginamos: ao dirigirmos, por exemplo, precisamos constantemente ler e analisar discursos transmitidos pelas placas de trânsito, pelas luzes do semáforo, pelas reações do veículo ao meio ambiente etc. O homem intelectualizado não vive sem o signo, precisa dele para entender o mundo, a si mesmo e às pessoas com as quais mantém relações humanas.
AULA DE SEMIÓTICA COM A PROFESSORA ANTONISE
FOI UMA AULA DE COMEMORAÇÃO, MESMO ATRASADO .O DIA DO PROFESSOR E ANTECIPANDO O DIA DO FUNCIONÁRIO PÚBLICO. VALEU !!!
sábado, 15 de outubro de 2011
Verdades da Profissão de Professor Mensagem
Verdades da Profissão de Professor
Paulo Freire
Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho. A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.
Aluna do cuuso de letras-IVETE
terça-feira, 11 de outubro de 2011
ARTIGO CIENTÍFICO
Universidade do Estado da Bahia – UNEB
Departamento de Ciências humanas – DCHIII – Juazeiro/Casa Nova
CURSO/Semestre – LETRAS - 2011.3
Disciplina – Língua Portuguesa II
Professor – Roberto Remígio
AUTORAS: REIS, Antônia M. N. dos Santos
FERREIRA, Ivete Braga
SOUZA, Nadja Valéria Dias
A aula de gramática: um espaço de conflito
A gramática é concebida como um manual com regras de bom uso da língua a serem seguidas por aqueles que querem se expressar adequadamente. A concepção mais comum não é a de descrição da língua, mas sim da prescrição de regras do falar bem, da correção no escrever.
Para Márcia Mendonça a escola não tem de formar gramáticos ou linguistas descritivistas, e sim pessoas capazes de agir de modo autônomo, seguro e eficaz, tendo em vista os propósitos das múltiplas situações de interação em que estejam engajados.
É fato que quem examina redações em concursos vestibulares e no mercado de trabalho realmente supõe que o redator seja capaz de conhecer as diversas linguagens, sabendo comunicar-se em diferentes situações conforme a exigência do contexto. Todavia, isso não acontece com alguém porque sabe todas as regras gramaticais, domina os usos linguísticos... Mas, com alguém que faz o uso abusivo dos mais variados tipos de leituras, esse indivíduo sim consequentemente tornar-se-á um ser reflexivo e consciente sobre vários fenômenos, inclusive gramaticais e textual-discursivo, ultrapassando assim os usos linguísticos, seja na leitura, produção ou reflexão.
Segundo Bechara a linguística deu uma visão nova do fenômeno, mas que nem sempre oferece respostas às dúvidas no uso da língua escrita em sala de aula. No ensino da língua materna é necessário observar que a língua histórica (o português) não é homogênea nem unitária, mas desdobra-se em várias realidades. A escola e o professor não podem se fixar no dogmatismo de uma gramática intransigente (porque a língua é por natureza mutante) nem tampouco num populismo onde tudo se aceita. Portanto, deve haver uma integração das duas atividades em favor da educação linguística do alunado.
Então, não deve acontecer a eliminação da gramática em sala de aula muito menos o uso exclusivo, entendemos apenas que para assegurar um uso eficiente da língua e por consequência da gramática, deve-se propiciar a reflexão sobre o funcionamento da linguagem começando pelos usos para se chegar aos resultados de sentido. A escola não pode criar no aluno à falsa ideia de que falar e ler ou escrever não têm nada haver com a gramática, ela tem obrigação de zelar pelo produto linguístico de seus alunos. Eles devem entender que têm que adequar registros e ter condições de mover-se nos diferentes padrões linguísticos, em conformidade com a situação. Falar e escrever bem é, sobretudo, ser bem sucedido na interação. Enfim, estudar a gramática não é um exercício inútil, mas refletir sobre o uso lingüístico, sobre o exercício da linguagem. Afinal, a gramática rege a produção de sentido.
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